Vamos Falar de Sexo! – 6/9 DIA DO SEXO

casal-sexo-cama-18199Data celebrada desde 2008 após uma ação de marketing de uma empresa fabricante de preservativos, 6/9 ficou marcada no calendário anual como dia do sexo!

Dentre tantos benefícios proporcionados por ele, estão a diminuição do estresse, melhora na qualidade do sono, alívio de dores crônicas, enxaquecas, queima de calorias e muito mais!

Mas estamos falando daquelas pessoas que estão nesta prática felizes e satisfeitos. Infelizmente essa não é a realidade de todos. Estudos nacionais apontam que quase 50% das mulheres Brasileiras apresentam algum tipo de disfunção sexual!

Disfunção sexual feminina? SIM, mulher também tem disfunção sexual! Nada melhor do que um dia como esse para tocarmos no assunto. Vamos entender as disfunções mais comuns.

– Desejo sexual hipoativo:

É a diminuição do desejo sexual, da libido. Algumas mulheres mesmo quando estimuladas podem apresentar uma diminuição do desejo sexual por motivos físicos como alterações hormonais presentes na menopausa, gravidez e em algumas doenças, e por motivos psicológicos como alterações emocionais, estresse, traumas etc. A causa deve ser identificada e devidamente tratada pelo médico e/ou psicólogo.

– Vaginismo:

Dificuldade ou impossibilidade de penetração. Nesses casos a musculatura perineal e vaginal ficam tão contraídas que impedem a penetração levando muitas vezes a dor. Mulheres com vaginismo costumam apresentar dificuldade também nos exames ginecológicos, no uso de absorventes internos e cremes vaginais. Esta reação pode decorrer de alterações musculares e também ter motivos psicológicos como relações anteriores traumáticas, abuso, educação rígida, tabus. Deve ser identificada e tratada com psicólogo e um fisioterapeuta especialista na área para adequação das alterações musculares.

– Dispareunia:

Dor durante o coito. Pode ser causada por infecções, DSTs, inflamações, alterações emocionais, em decorrência de vaginismo, diminuição da lubrificação e muitos outros motivos. Apesar de muitas mulheres com queixa de dor durante a atividade sexual se queixarem a amigas e até a alguns profissionais e receberem a notícia que “- É normal, sexo dói mesmo!”, ISSO NÃO É VERDADE!!! A causa da dor deve ser identificada e tratada, existem dezenas de motivos que podem causar essa dor, por isso uma investigação criteriosa é de extrema importância para determinar o tratamento adequado!

– Vulvodínia:

Caracterizada pela dor na região vulvar e/ou introito vaginal com estímulos que normalmente não seriam dolorosos, como por exemplo o toque, costumam piorar com as tentativas de penetração e dificultam ou impedem o coito. Mulheres com este problema costumam queixar-se de dores em queimação, ardor, agulhadas, dores ao toque, no uso de roupas mais justas, calças, roupa intima etc. Também pode ter diversas origens desde fatores psicológicos, alimentares, até lesões no nervo da região. Deve ser identificado o problema e tratado de forma completa com acompanhamento médico, psicológico, fisioterapêutico e nutricional.

– Anorgasmia:

Dificuldade ou impossibilidade de atingir o orgasmo. Alterações hormonais, emocionais, flacidez vaginal são alguns dos motivos que podem levar a anorgasmia. Algumas mulheres podem ter uma anorgasmia pela expectativa frustrada de orgasmos cinematográficos e não condizentes com a realidade. É importante a orientação de um psicólogo e em casos alterações clínicas e musculares o encaminhamento ao médico e fisioterapeuta para complementar o tratamento.

Se você sofre com alguma queixa sexual não se contente com respostas padrões como “Isso é normal!”- normal é sentir prazer com o sexo, “Toma um vinhozinho que relaxa!”- alcoolismo nunca foi solução para nada, “Isso é psicológico!”- então por favor indique um psicólogo! Vá a luta, questione, pesquise, informe-se e exija um tratamento adequado e atenção devida a seu problema!

Satisfação sexual é qualidade de vida, é saúde!

“Se saúde é um direito humano fundamental, a saúde sexual também deve ser considerada como direito humano básico.”

(Organização Mundial de Saúde – OMS)

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por Dra Aline Manta – Fisioterapeuta especialista em Uroginecologia

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