Novembro, Dezembro, Janeiro… AZUL!!!

(Matéria feita para o Jornal Folha 10 em novembro de 2013)

Jornal Folha 10 em 11/13

Jornal Folha 10 em 11/13

O QUE FAZER APÓS A RETIRADA DA PRÓSTATA???

Novembro é o mês mundial do combate ao câncer de próstata, o mais comum entre os homens, o segundo tipo que mais mata homens no Brasil com mais de 60 mil novos casos previstos para o próximo ano. Em estágios iniciais não costuma apresentar sintomas, as queixas podem aparecer apenas quando já há um aumento considerável do tumor aumentando o volume da próstata, por isso a importância do exame periódico para detecção precoce do tumor.

A depender do estágio em que a doença se encontre o tratamento pode envolver cirurgia, radioterapia, terapia hormonal, quimioterapia ou uma combinação destes. Em grande parte dos casos a prostatectomia radical (retirada da próstata e algumas estruturas adjacentes) é o mais indicado e com maior índice de cura.

A possibilidade de retirada da próstata costuma gerar dúvida e receio do que poderá acontecer após a cirurgia. Após a retirada da próstata é muito frequente queixas de incontinência urinária, disfunção erétil, pode acontecer estenose (fechamento, estreitamento) da uretra, hérnia inguinal e lesões retais. Algumas destas complicações podem ser tratadas com fármacos ou até correções cirúrgicas, vale ressaltar que as técnicas cirúrgicas estão cada vez mais evoluídas, menos invasivas, resultando em menos riscos e lesões para o paciente.

Segundo orientação de consensos internacionais e da Sociedade Brasileira de Urologia, os exercícios para o assoalho pélvico usados na Fisioterapia Uroginecológica (Fisioterapia Pélvica ou Reabilitação Perineal) são recomendados para uma melhor recuperação após a prostatectomia, remissão mais rápida da incontinência urinária adquirida após a intervenção, possibilitando o retorno as atividades de vida diária e laborativas em um prazo mais curto e devolvendo a qualidade de vida destes homens.

A Fisioterapia utiliza de diversos recursos para tratar os sintomas urinários adquiridos: biofeedback, eletroterapia, exercícios perineais, cinesioterapia, terapia comportamental dentre outros. São técnicas indolores, não invasivas (não cirúrgica) e eficientes que devem ser orientadas e acompanhadas pelo fisioterapeuta.

É importante o paciente estar bem informado, buscar orientação do médico, procurar um fisioterapeuta especialista na área para tirar todas as dúvidas, questionar quais os tratamentos atendem melhor a suas necessidades, participar junto com os profissionais envolvidos das decisões sobre sua reabilitação e principalmente deixar claro o desejo de se recuperar mais rápido e da melhor forma possível!

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