Constipação Intestinal (Prisão de Ventre)

A constipação intestinal pode ser originada de vários distúrbios intestinais e extra-intestinais. Diferentes estudos demonstram acometimento de 15% e 20% da população adulta na América do Norte (podendo alcançar taxas como 27%), o que corresponde a mais de 60 milhões de indivíduos, chega a atingir cerca de 50% dos atendimentos em ambulatório de clínica especializada em gastroenterologia e 14% a 15% da população em geral, freqüência esta que aumenta com a idade, chegando a atingir 40% de pacientes idosos, com idade acima de 65 anos. Acontece predominantemente no sexo feminino.

A principal queixa é a diminuição da freqüência de evacuações, muitas vezes dor abdominal, dor evacuatória, fezes endurecidas e fragmentadas, eliminadas em quantidades menores q o habitual e sensação de esvaziamento incompleto. Esses sintomas podem acontecer mesmo dentro de um padrão de frequencia que seria considerado normal de 3 evacuações/dia a 1 evacuação a cada 3 dias. Encontramos hoje opiniões que divergem desse padrão e afirmam que menos de uma vez por dia já seria considerado um distúrbio intestinal a ser tratado.

Algumas causas de constipação: estilo de vida, maus hábitos alimentares, baixa ingesta hídrica, sedentarismo, uso de certos medicamentos e drogas, alterações hormonais, doenças neurológicas e musculares, condições psicológicas, desordens estruturais de cólons, períneais, ânus, reto, ou funcionais do assoalho pélvico (como dificuldade de relaxar o esfíncter anal à medida que se faz a pressão abdominal), trânsito colônico lento, dentre outras.

Entre os vários tipos de constipação, destaca-se a funcional que se caracteriza pela ausência de causas orgânicas definidas, detectáveis pelos métodos de investigações atualmente disponíveis. É a forma mais comum da constipação em nosso meio. A constipação intestinal funcional é diagnosticada em pacientes que apresentam pelo menos duas das seguintes queixas, com duração de no mínimo 12 semanas, não necessariamente consecutivas, durante o último ano: a) menos de três evacuações por semana; b) fezes duras ou sensação de evacuação incompleta em pelo menos 25% das evacuações; c) dificuldade para evacuar em pelo menos 25% das evacuações; d) necessidade de manipulação digital para facilitar a saída das fezes.

O estilo de vida e os hábitos alimentares podem ser facilmente controlados. Deve-se criar o hábito de defecar, um horário para o intestino funcionar corretamente, preferencialmente pela manhã já que neste período contamos com 3 reflexos que atuam ajudando o funcionamento intestinal: o reflexo ortocólico (quando acordamos e ficamos de pé), o gastrocólico (com a chegada do alimento ao estomago) e o colocólico (provocado pela entrada do bolo fecal no ceco). Estresse, restrição de tempo e toda a correria do dia a dia fazem com que deixemos de atender e de perceber esses sinais do nosso corpo e acabamos inibindo tais reflexos.

Muitos dos problemas intestinais podem ser resolvidos com reeducação alimentar, terapia comportamental, treinamento vesical, técnicas estimulantes do transito intestinal e os primeiros passos estão ao alcance de todos.

MUDE SEUS HÁBITOS E FAÇA AS PAZES COM SEU INTESTINO!!!

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